Thursday, October 27, 2005

Já está no ar a nova música da Diversitrônica, que é meu projeto de música eletrônica junto com Leo e Zé. Na verdade, a música é um remix que fizemos para uma faixa do Nervoso, chamada Não Quer Dar Explicações, mas não deixa de ser uma música nova. Diz a lenda que a revista Outra Coisa vai encartar um cd de remixes do Nervoso, e, se ele gostar dessa faixa aí que fizemos, estaremos incluídos nesse cd. Por enquanto, tudo que posso oferecer é um mp3 em 32kbps, só pra vocês ouvirem como ficou.

A produção dessa música aconteceu de um jeito muito doido. Eu cheguei um dia no estúdio com Zé e nós começamos a catar coisas que eu já tinha programado mas nunca tinha usado em nehuma música. Foi assim que achamos todos os sons que aparecem na música, menos os que Zé tocou na guitarra de Haymone, que foi gravada limpa e processada já dentro do computador. Aí Leonardo chegou e deu um grau nos sons da bateria, pra depois eu colocar tudo na mesma nota, no caso, fá sustenido, já que o vocal original parecia ser em lá maior, e a gente não é muito chegado em escala maior.

Aí foi a hora de abrir o dvd de arquivos que o Nervoso nos mandou e constatar que lá dentro havia 391 aquivos. Como a gente não queria saber como era o original e todas as partes vieram picotadas em centenas de arquivos, nós resolvemos sortear alguns e usar, sem nem saber do que se tratavam. O único critério é que o sorteio seria feito entre os arquivos maiores, que a gente imaginou serem os que apareceram na versão final da música original.

Um desses arquivos, inclusive, só tinha uma palavra, que foi prontamente robotizada num vocoder. Outro desses arquivos tinha uma voz que parecia ser a principal, só que o andamento era bem mais lento do que o remix que estávamos fazendo. Mas isso não foi problema, já que a gente não queria usar a voz principal do jeito que ela estava mesmo. Então, depois de tentarmos diversos métodos de destruição de ritmo e melodia, optamos por usar um gate que cortava a voz no ritmo, mais ou menos como acontecia quando você cantava na frente de um ventilador ligado. Também picotamos um trecho da voz principal, colocamos cada pedacinho numa tecla do teclado e ficamos apertando as teclas aleatoriamente, pra criar um elemento de voz que tivesse ritmo, mas fosse de melodia indefinida. Depois de passarmos esse sinal por uns pedais de drive e de tremolo, o negócio ficou parecendo a voz da professora do Charlie Brown, e aparece no meio e no fim da faixa.

Depois foi só arrumar tudo isso de uma forma que funcionasse como música e o resultado vocês podem ouvir aqui.

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